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Rebelião

Sejus investiga agente por tiro antes de motim e não tem número de foragidos

O tiro disparado acidentalmente pegou o agente de raspão na perna, rasgando o seu uniforme.

03/07/2019 10h55
Por: Redação
Fonte: cidadeverde.com

A Secretaria Estadual de Justiça abriu sindicância para apurar os motivos que levaram a rebelião no presídio Major César, que deixou um rastro de destruição com dois feridos e uma viatura queimada.

Uma das denúncias é que o motim teve início quando um agente de plantão teria atirado em um preso. Até agora, a Sejus não tem informações sobre o número de presos foragidos. O presídio abriga 604 presos quando a capacidade é para 200. O Sindicato dos Agentes Penitenciários divulgou ontem que cerca de 200 detentos conseguiram fugir durante a rebelião, que teve início às 15h e encerrou às 18h.

O defensor Dárcio Rufino, que esteve na Major César ontem e se encontrava hoje no presídio, informou que a Secretaria e os órgãos competentes estão levantando os prejuízos e as causas da rebelião.

"Conversei com o capitão Marinho e fui informado que a Major César está com nova direção incorporando mudanças e pode ser um fator desencadeador. Achei estranho, porque teve um saidão agora e não teve nenhum registro. Um fator relevante é que um agente teria efetuado um disparo em um apenado e teria começado a rebelião, mas a Secretaria está apurando", disse o defensor.

Dárcio informou ainda que viu um preso ferido no pé ontem na Major César.

"Eu o vi sangrando e ele foi levado para o hospital penitenciário de Altos".

 Armas desapareceram após rebelião

Após a rebelião dessa terça-feira (2) na Colônia Agrícola Penal Major César, três revólver calibre 38 desapareceram do alojamento dos agentes penitenciários. As informação é do Sindicado dos Agentes Penitenciários (Sinpoljuspi).

"Dois 38 eram da penitenciária e um particular. Não sabemos se eles foram levados pelos presos que fugiram ou se estão dentro da Major Cesar", alertou o agente penitenciário Acácio de Castro , diretor jurídico do Sinpoljuspi.

O sindicato reforça a versão de que a rebelião começou após uma discussão durante procedimento de segurança por conta do horário de visitação. "Houve uma discussão entre um agente e um preso seguida de um disparo acidental. Ele nem chegou a sacar a arma", informou .

O tiro disparado acidentalmente pegou o agente de raspão na perna, rasgando o seu uniforme.

Segundo o diretor, no momento da rebelião, apenas sete agentes penitenciários estavam de plantão na unidade, que possuía mais de 600 detentos. "O Conselho Nacional de Política Penitenciária indica um agente penitenciário para cada cinco presos. Ontem na Major César tínhamos um agente para 95 presos", disse o diretor do Sinpoljuspi.

Segundo o Sinpoljuspi, a última fuga em massa foi em 2017 na Penitenciária de Esperantina, quando 77 presos fugiram da unidade.

Vagas

De acordo com levantamento da administração penitenciária de maio de 2019, o sistema penitenciário do Piauí possui 2390 vagas para 4930 presos. Segundo análise do Sinpoljuspi, o pior presídio em lotação proporcional é o de Parnaíba, com 679 detentos, para 176 vagas. A Penitenciária José de Ribamar Leite, a Casa de Custódia, tem 336 vagas para 1067 presos.

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