Quinta, 13 de Maio de 2021 13:31
86 9 99928820
Concursos Teste Seletivo

Prefeitura de Monsenhor Gil cobra explicações de Instituto responsável por Teste Seletivo

Em resposta, o Instituto Legatus garantiu a lisura e a conclusão do certame conforme previsto em edital.

25/04/2019 18h28 Atualizada há 2 anos
Por: Redação

Com intuito de resguardar o município de possíveis danos, a prefeitura de Monsenhor Gil oficiou o Instituto Legatus, responsável pela realização do Processo Seletivo que visa o preenchimento de vagas no quadro funcional da gestão municipal, solicitando esclarecimento acerca de informações veiculadas pelo Tribuna 316 e outros meios de comunicação do Estado, que dão conta de que questões aplicadas nas provas do Teste Seletivo de Monsenhor Gil em 07 de abril também foram aplicadas nas provas do concurso da cidade de Floriano-PI realizadas pelo mesmo Instituto no dia 14 de abril deste ano.

Com a publicidade desta informação, que foi reconhecida pelo Instituto Legatus, pessoas de vários lugares afirmaram que além das cidades de Monsenhor Gil e Floriano, as questões já tinham sido aplicadas em outras cidades, o que não foi confirmado pelo Instituto.

Por telefone, o prefeito de Monsenhor Gil, João Luiz, afirmou que qualquer ato suspeito no certame deve ser imediatamente informado a comissão organizadora e ao Ministério Público.

"Eu sou o primeiro a cobrar lisura e seriedade no processo. Qualquer um que se sentir lesado em qualquer uma das fases, deve procurar imediatamente a prefeitura, a comissão organizadora ou até o Ministério Público, que foi quem recomendou o Teste", disse.

Em ofício resposta à prefeitura de Monsenhor Gil, o Instituto Legatus afirma que não há vedação legal para a aplicação de questões repetidas em certames diferentes. Contudo, o Instituto também afirmou que, com anuência do Ministério Público, as provas para os cargos em que as questões também foram aplicadas em Monsenhor Gil serão aplicadas novamente na cidade de Floriano.

Outrossim, muito embora a jurisprudência de nossos tribunais entenda que  não há ilegalidade no fato de utilização de questões não‐inéditas – como no julgamento  do Agravo em Recurso Especial nº 531.929, do STJ ‐  este Instituto, conjuntamente com  a comissão organizadora do concurso de Floriano, decidiu pela reaplicação das provas  para  esses  dois  cargos,  bem  como  para  outros  dois  em  que  se  verificou  erro  na  impressão das provas, a fim de preservar a isonomia entre os candidatos”, diz o ofício resposta.

No ofício resposta, o Instituto Legatus garante a lisura do Teste Seletivo que está sendo realizado em Monsenhor Gil, afirmando que não responde a nenhuma ação judicial por fraude nos mais de 30 certames que já realizou em municípios do Piauí e do Maranhão.

Ainda na resposta, o Instituto reconheceu a repetição de 22 questões aplicadas para os cargos de vigia e auxiliar de serviços gerais em Monsenhor Gil uma semana antes da aplicação das provas na cidade de Floriano. Contudo, a culpa pelo ocorrido seria de um ex-funcionário, conforme trecho abaixo:

“Não obstante, nas provas de dois desses cargos (Vigia e Auxiliar de Serviços  Gerais), foi constatada uma falha do setor de montagem e diagramação dos cadernos  de  questões:  na  hora  de  seleção  das  questões  de  conhecimentos  específicos  e  de  raciocínio lógico‐matemático, o então funcionário deste Instituto, em vez de selecionar  o arquivo com as questões elaboradas para Floriano, selecionou o arquivo contendo as  questões elaboradas para Monsenhor Gil. Dessa forma, as provas desses dois cargos de  Floriano, aplicadas em 14 de abril, possuíam 22 questões que haviam sido utilizadas uma  semana antes, em 07 de abril, no processo seletivo de Monsenhor Gil”, reconheceu.

Veja o ofício na íntegra:

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.